quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A Fênix das Palavras


31 anos sem Clarice Lispector, sem sua presença física. Pois sua presença é constante, está totalmente imortalizada em seus complexos textos. A ucraniana judia, que chegou ao Brasil com a família em 1921, que fugiam durante o conturbado período de revolução. Clarice com apenas dois meses de idade, logo estaria no calor do Brasil, se comparado ao gelado país de onde viera.
Morou em Maceió durante um tempo, mas logo se mudou com a família para Recife, onde passou maior parte da infância e o começo de sua adolescência.
Seu primeiro contato com a literatura, de uma forma mais intensa, foi quando leu algum livro de Monteiro Lobato, certamente deve ter lido outros. Era só o começo da descoberta dessa arte de se expor e transpor através das letras.
Clarice começou a escrever cedo e aos 17 anos, começou a corrida atrás de alguém que a publicasse.
Em 1944 a editora recém fundada AGIR, publicou seu primeiro romance: Perto do Coração Selvagem.
Foi um fracasso essa publicação, eu poderia dizer esta obra, mas a obra jamais seria. Talvez Clarice era jovem demais e se arriscou de súbito no mundo da literatura ou o público ainda não estava preparado para uma escritora de tamanha perplexidade. Eu consideraria a segunda opção.

Certa vez, uma amiga minha que estudou comigo no 3º ano do ensino médio, leu por eu ter indicado a escritora, A Paixão Segundo G.H.. Ela odiou. falou mal do livro. Me surpreendi, pois ela confessou que só leu algumas páginas e desistiu, cansou. Eu nunca li essa obra, mas pretendo.
Segundo a revista 'Discutindo literatura', essa obra em questão realmente é um dos mais difíceis enigmas de Clarice. Você se perde ou se encontra. A maioria se perde na primeira leitura, ao não ser que esteja involuntariamnete preparado para infiltrar nas entrelinhas do texto.
Espero que seja isso o que ocorreu com essa minha amiga, que sei que é ótima leitora e cultua bons livros.
Certamente ela vai ler essa postagem e recordar desse fato.

OBRAS DA AUTORA:
_romances_
- perto do coração selvagem, 1944
- o lustre, 1946
- a cidade citiada, 1949
- a maçã no escuro, 1961
- a paixão segundo g.h., 1964
- uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, 1969
- água viva, 1973
- visão do explendor, 1975
- um sopro de vida, 1978
- a hora da estrela, 1977

_contos_
- alguns contos, 1952
- laços de família, 1960
- a legião estrangeira, 1964
- felicidade clandestina, 1971
- onde estivestes de noite,1974
- a bela e a fera, 1979
- a via crucis do corpo, 1964

_entrevistas_
- de corpo inteiro, 1975

_crônicas_
- para não esquecer, 1978
- a descoberta do mundo, 1974

_infantil_
- o ministério do coelho pensante, 1967
- a mulher que matou os peixes, 1968
- a vida íntima de laura, 1974
- quase de verdade, 1978
- como nasceram as estrelas, 1987


"perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.
Não me era necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna e que até então impossibilitava de andar, mas que fazia de mim um triplo estável.
Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui.
E voltei a ter o que nunca tive: posso caminhar. mas a ausência inútil da terceira me assusta, e era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesmo, e sem se quer precisar me procurar."


CL.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Teatro de Bonecos



O teatro de bonecos segundo bases históricas, surgiu na pré-história. Homens primitivos encantados com as projeções de suas sombras ao serem iluminados pela luz flamejante do fogo começaram a brincar para divertir seus filhos. Acredita-se que essa arte teatral é tão antiga quanto o teatro tradicional.
Os primeiros bonecos eram feitos de barro e gravetos, anos mais tarde surgiram os articulados de cabeça e membros. O sucesso dessa arte foi certo, mas na idade média, assim como toda arte, começou a ser caçado e proibido. Em certas partes do mundo o teatro de bonecos tem intitulações diferentes:

_Na Itália o MACEUS, antecedente do POLICHINELO
_Na Inglaterra o PUNCH
_Na Turquia o KARAGOZ
_Na França o GUINHOL
_Na Grécia as ATALANAS
_Na Alemanha o KASPER
_Na Rússia o PETRUSKA
_No Brasil o MAMULENGO ou FANTOCHE

Essa arte teatral chegou ao Brasil através dos colonizadores. Os problemas do país eram expostos nesse modo de expressão, por artistas em Pernambuco e teve título de BABAU nas cidades interiores de Paraíba.



Mas os bonecos apesar de seu encanto, jamais substituirão os artistas de carne e osso. Todavia, os bonecos não são nada sem mãos fascinantes os orquestrando por trás.



No Grande Teatro tem duas câmaras pequenas mas bem confortáveis, onde se exibiam espetáculos de teatro de fantoches, adoraria convidá-los para uma esquetezinha, mas como vocês sabem o Teatro, está Interditado.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Estréia !

Agora, nesse instante, acaba de nascer mais um blog dentre os bilhões (será que exagerei?) que já estão por aí. Uns fazem sucesso outros não. Uns são abandonados ou sacrificados.
Isso é o que faz o medonho e maravilhoso poder de criação.
Espero conseguir falar sobre música, cinema, teatro, enfim, o que eu julgar ser arte e que me interesse. Espero conseguir.

Pois a partir dessa data, está confirmado a existência de: Teatro Interditado, garantido no assento nº 132465798978645312, baseado no domínio: http://(Brasil), de endereço: www.teatrointerditado.blogspot.com ( http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=132465798978645312)

Não faço a mínima idéia do que escrevi acima...maas só estou usando um pouco de minha criatividade fútil e leiga.

Agora espero em breve postar algo interessante.